
8 de Março: Memória, Luta e Compromisso Coletivo
O que é o 8 de Março e por que ele existe?
O Dia Internacional da Mulher não surgiu como uma data comemorativa, mas como um marco histórico de luta por direitos, igualdade e dignidade.
A origem da data está ligada às mobilizações de mulheres trabalhadoras no final do século XIX e início do século XX, que reivindicavam melhores condições de trabalho, direito ao voto e igualdade salarial. Em 1975, a Organização das Nações Unidas (ONU) oficializou o 8 de março como Dia Internacional da Mulher, reconhecendo a importância dessas lutas históricas.
Entre os acontecimentos que simbolizam esse processo estão:
- Greves e protestos de trabalhadoras industriais por direitos trabalhistas;
- O incêndio da fábrica Triangle Shirtwaist em Nova York (1911), que matou 146 trabalhadores, a maioria mulheres;
- Manifestações de mulheres na Rússia em 1917 contra a fome, a guerra e a desigualdade.
Por isso, o 8M não é apenas uma data de celebração, mas um momento de memória, denúncia e mobilização.
Por que essa luta ainda é urgente?
Apesar dos avanços conquistados ao longo das últimas décadas, as desigualdades e violências contra as mulheres ainda fazem parte da realidade social.
No Brasil, os números mostram um cenário preocupante:
- 1.450 feminicídios foram registrados em 2024, crimes em que mulheres são assassinadas por serem mulheres.
- O país registrou 71.892 casos de estupro de mulheres em um único ano, o equivalente a 196 por dia.
- Mais de 132 mil denúncias de violência contra a mulher foram feitas ao canal nacional de atendimento em 2024.
As formas de violência mais denunciadas são psicológica, física, sexual, moral e patrimonial.
Outro dado importante:
Grande parte dessas violências acontece dentro de casa e é cometida por parceiros ou ex-parceiros, o que revela que o problema está profundamente ligado às estruturas sociais e culturais que ainda naturalizam o machismo e a desigualdade.
Esses números mostram que a luta pelos direitos das mulheres não pertence apenas ao passado, ela é urgente no presente.
A LUTA DAS MULHERES É RESPONSABILIDADE DE TODA A SOCIEDADE
Construir uma sociedade mais justa e segura para as mulheres não é tarefa apenas das mulheres. É necessário o envolvimento de toda a sociedade:
- Homens que questionam o machismo no cotidiano
- Instituições que promovem políticas de equidade
- Universidades que produzem conhecimento crítico
- Comunidades que acolhem e protegem vítimas de violência
A transformação social acontece quando silêncios são rompidos e violências deixam de ser toleradas.
Cada pessoa pode contribuir:
✔ denunciando situações de violência
✔ acolhendo e acreditando em vítimas
✔ combatendo discursos machistas
✔ promovendo igualdade de oportunidades
✔ incentivando educação para o respeito e os direitos humanos
Canais de denúncia e apoio
Se você presenciar ou sofrer qualquer forma de violência contra a mulher, não se cale.
No Brasil existem canais gratuitos e sigilosos de denúncia:
- Ligue 180 — Central de Atendimento à Mulher, funciona 24 horas por dia, orienta vítimas e recebe denúncias;
- 190 — Polícia Militar, para situações de emergência;
- Disque 100 — Direitos Humanos, denúncias de violações de direitos;
Também é possível buscar apoio em:
- Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAM)
- Centros de Referência da Mulher, serviços de assistência social e psicológica (Centro de Referência Clarice Lispector Apoio A Mulher – Santo Amaro – Rua Bernardo Guimarães 470, Recife, PE, 50050-440 · 8,1 km – (81) 3231-2415).
- Centro Sony Santos:
https://sonysantos.blogspot.com › melhor-versao-ja-feita-da-baratinha.html
Rua Campos Mello 182, Santos, SP, 11015-010 – (13) 3221-3790
O 8 DE MARÇO É UM CONVITE À REFLEXÃO E À AÇÃO
Mais do que flores ou homenagens, essa data nos lembra que:
- Direitos foram conquistados com luta;
- Muitas mulheres ainda vivem situações de violência;
- Igualdade e respeito precisam ser construídos todos os dias;
Estamos atentos e atentas para trazermos este olhar diverso, plural e respeitoso para dentro da nossa instituição, contribuindo diretamente no processo de formação de futuros e futuras profissionais de saúde que tenham sua pratica profissional alinhadas numa perspectiva humanitária e igualitária para vida de todas as meninas e mulheres, seja em nosso campus, seja em nossos cenários/locais de prática, seja nos futuros espaços sócio – ocupacionais que os nossos e nossas estudantes ocuparão.
Dos dias 23/03/2026 à 27/03/206, estaremos realizando a nossa III Semana da Mulher FPS, com o tema: Para além da sobrevivência: Autonomia, cuidado e liberdade das mulheres, e você é o nosso convidado e convidada a participar conosco!



