
FPS promove III Campanha de Incentivo ao Uso Racional de Medicamentos
O Dia Nacional do Uso Racional de Medicamentos é comemorado no próximo dia 05 de maio, quando será realizada a III Campanha de Incentivo ao Uso Racional de Medicamentos. Promovida pela Faculdade Pernambucana de Saúde (FPS) junto com o Departamento de Assistência Farmacêutica do IMIP, a campanha acontece das 08h às 16h, na Praça da Santa no IMIP.
O objetivo da Campanha é conscientizar a população sobre o uso racional do medicamento: como deve ser prescrito pelo médico, como o farmacêutico pode reforçar o uso correto na hora da dispensação, a importância de exigir a receita médica para os medicamentos que não tem uso liberado, a forma correta de armazenamento e descarte em casa e a atenção ao prazo de validade. A orientação será feira por tutores e estudantes do curso de Farmácia da FPS, farmacêuticos e residentes do Departamento de Assistência Farmacêutica do IMIP.
Aliado a Campanha, a FPS inicia um posto de coleta permanente na sua unidade para recolhimento de medicamentos, dentro do projeto socioambiental da instituição, que já recolhe papel, plásticos, pilhas, todos segregados. É importante destacar que o medicamento é um produto químico e que se preconiza um descarte correto, seguindo padrões semelhantes de gerenciamento aos exigidos para os resíduos dos serviços de saúde, informa a farmacêutica e coordenadora do curso de farmácia da FPS, Flávia Morais. É um tema em discussão no país, tanto pelo Ministério da Saúde/ANVISA como do Meio Ambiente, associações de indústrias farmacêuticas/cosméticas/distribuidoras de medicamentos, além das farmácias e drogarias, órgãos e instituições de ensino, porém até o momento, não houve uma definição, principalmente pautada na indefinição do questionamento de quem pagará a conta inerente ao processo de descarte, esclarece Flávia.
Sobre o Uso Racional de Medicamentos
Segundo definição da Organização Mundial de Saúde, OMS a partir da Conferência Mundial sobre o Uso Racional de Medicamentos (URM), realizada em Nairobi (1985), Existe uso racional de medicamentos quando os pacientes os recebem apropriados as suas necessidades clínicas, em doses corretas, ou seja, adequadas as suas necessidades individuais, por período de tempo adequado e com baixo custo para eles e sua comunidade. Porém, o que se observa, mostra uma realidade bastante diferente. O automedicar-se é um problema antigo com grande proporção de crescimento pelo mundo devido a fatores econômicos, políticos e culturais. No Brasil, não é diferente, a venda de medicamentos sem apresentação da receita é um problema grave de saúde pública. A cultura da automedicação e a falta de controle sobre a dispensação desses produtos em farmácias e drogarias são fatores que comprometem toda a cadeia de vigilância sobre a produção e utilização de medicamentos no país. Além disso, a automedicação promove um acúmulo dos medicamentos nos domicílios, alimentando a farmácia caseira e estimulando o seu uso irracional do medicamento, que poderá culminar com intoxicações e reações adversas. Além disso, a população também armazena os medicamentos de forma incorreta, geralmente, na cozinha e no banheiro, ambientes quentes e úmidos e, por fim, também realiza seu descarte no lixo e esgoto doméstico, o que já está comprovado que promove contaminação ambiental.
Assessoria de Imprensa da FPS






