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Setembro Amarelo – Mês de Prevenção ao Suicídio e Valorização da Saúde Mental

O Setembro Amarelo se refere a campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio e valorização da vida. Idealizada ainda no final de 2014 por diversas entidades, entre elas o CVV (Centro de Valorização da Vida), teve sua primeira edição em 2015. A cor “amarela” é usada mundialmente como referência direta ao Dia Mundial de Prevenção do Suicídio (10 de setembro) e faz relação com a história de um garoto de 17 anos chamado Mike, que tirou a própria vida. Ele havia restaurado um automóvel Mustang 68, pintando-o de amarelo. No dia do velório de Mike, seus pais entregaram cartões decorados com fitas amarelas — mesma cor do Mustang restaurado — dentro de uma cesta com a seguinte mensagem: “Se você precisar, peça ajuda”. 

Ao longo desses anos, tem sido possível observar uma evolução na conscientização da sociedade como um todo em relação ao assunto, com quebra de tabus e a abertura para se conversar abertamente sobre suicídio e saúde mental em diferentes ambientes sociais, como dentro da família, nas empresas, imprensa e poder público, sendo essa uma questão de saúde pública e social, a qual pode atravessar toda e qualquer pessoa. 

A primeira medida preventiva é a educação e o diálogo. Durante muito tempo, falar sobre suicídio foi um tabu, havia medo de se falar sobre o tema. Recentemente, especialmente com os desdobramentos da campanha do Setembro Amarelo, esta barreira vem sendo derrubada e informações ligadas ao tema passaram a ser compartilhadas, possibilitando que as pessoas possam ter acesso a recursos de prevenção e cuidado com a saúde mental. 

É imprescindível saber quais as principais causas e as formas de ajudar, pois esse pode ser o primeiro passo para reduzir as taxas de suicídio no Brasil, onde atualmente em média 45 pessoas tiraram a própria vida por dia. Surgiu então um outro desafio: falar com responsabilidade, de forma adequada, com base em pesquisas e estudos confiáveis, além da orientação de profissionais realmente capacitados e indicados para lidar com os casos apresentados, para que o objetivo de prevenção seja realmente eficaz.

Alguns sinais importantes que merecem atenção são: isolamento, mudanças marcantes de hábitos, perda de interesse pelas atividades que você gosta, baixa autoestima, piora do desempenho na escola ou no trabalho, alterações no sono e no apetite, frases como “preferia estar morto” ou “quero desaparecer” podem ser sinais de alerta graves. Vários fatores podem estar associados a esse aumento, incluindo problemas de saúde mental (depressão e ansiedade que surgem cada vez mais cedo), o uso de substâncias, a exposição excessiva a ambientes digitais e o ciberbullying, a pressão social e o fácil acesso a meios letais.


As evidências também indicam que muitos desses fatores são preveníveis ou tratáveis, especialmente se identificados precocemente e se tiverem o auxílio necessário.

Atualmente, a FPS conta com o atendimento psicológico emergencial disponibilizado para estudantes, o qual é realizado pela psicóloga social do Serviço Social Diversidade e Inclusão. Em casos de emergência, o contato pode ser realizado por meio do WhatsApp: (81) 989419695, ou indo direto no setor, localizado no Bloco C, ao lado da PAP.

Para além da instituição, existem serviços emergenciais de Saúde Mental que prestam suporte psicossocial para qualquer pessoa que necessite, sendo principalmente os CAPS (Centros de Atenção Psicossocial), segue link de anexo dos locais e contatos por distrito: https://www2.recife.pe.gov.br/servico/servicos-de-saude-mental-caps.

Saúde mental é um compromisso para todos os dias. O Setembro Amarelo amplia a reflexão sobre a importância da prevenção do suicídio e do cuidado com a saúde mental. No entanto, falar sobre esses temas não deve se restringir a um período específico do ano. Promover saúde mental significa criar espaços permanentes de escuta, acolhimento, diálogo e cuidado, reconhecendo que cada pessoa pode vivenciar desafios em diferentes momentos da vida.

Que o cuidado iniciado em setembro permaneça durante todo o ano.
Falar sobre saúde mental é sempre que necessário.

“Onde existe acolhimento, existe possibilidade de recomeço.” 

Referências: