
Relembrando o Dia Nacional de Combate ao Assédio Moral e Sexual no Trabalho, celebrado em 2 de maio
Assédio moral e sexual nos ambientes profissionais e acadêmicos: entendendo o tema e reforçando ações de prevenção no presente
O assédio moral e o assédio sexual são formas de violência que atuam para manter desigualdades e também relações hierárquicas abusivas nos ambientes profissionais e acadêmicos. Embora muitas vezes silenciados ou naturalizados, ambos os tipos de assédio têm impactos profundos na saúde mental, na autoestima, no desempenho profissional e na permanência de pessoas em espaços institucionais. Mulheres, pessoas negras, LGBTQIAPN+ e jovens são as principais vítimas dessas violências, que operam como mecanismos de controle, exclusão e silenciamento.
O assédio moral é caracterizado por práticas sistemáticas de humilhação, constrangimento, intimidação ou desqualificação. Pode ocorrer por meio de gritos, ironias, isolamento de colegas, sobrecarga de trabalho intencional ou apagamento de autoria. Trata-se de uma forma de violência psicológica que desestabiliza emocionalmente a pessoa assediada, com o objetivo muitas vezes implícito de forçar seu afastamento do ambiente de trabalho ou estudo.
Já o assédio sexual consiste em comportamentos indesejados de conotação sexual, como toques, insinuações, convites, chantagens, comentários ou piadas constrangedoras. No contexto acadêmico e profissional, o abuso de autoridade para obter vantagens sexuais explícitas ou veladas é uma das expressões mais comuns dessa forma de violência. Quando não denunciado ou enfrentado, o assédio sexual reforça relações de poder desiguais, especialmente entre docentes e discentes, chefias e subordinadas/os, mas também pode ocorrer de discentes para docentes e entre colegas de trabalho.
Combater o assédio é um dever coletivo. É preciso transformar a cultura institucional e não tolerar esse tipo de comportamento. Não há excelência possível em espaços marcados pelo medo. Só haverá justiça onde houver respeito, equidade e coragem para romper o silêncio.
Para prevenir essas violências, é essencial que instituições adotem medidas efetivas e estruturais. Por isso temos buscado trilhar um caminho que garanta que o nosso campus seja cada vez mais seguro para todos e todas, isso inclui:
- Disponibilizamos o canal de denúncia através da ouvidoria ou por meio de serviço social diversidade e inclusão;
- Temos a comissão que presa pelo recorte interseccional (gênero, raça, sexualidade e geração), com pessoas capacitadas e legitimadas para conduzir apurações com ética e responsabilidade;
- Oferecemos ao longo dos semestres a promoção de formações contínuas para toda a comunidade institucional, com foco em direitos humanos, ética nas relações, educação sexual e cultura do respeito;
- Oferecemos o acolhimento, escuta ativa e atendimento especializada através da equipe do serviço social diversidade inclusão (psicóloga e assistente social), onde o respeito e sigilo são garantidos.



