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Dia Internacional da Mulher Negra Afro Latino Americana e Caribenha e Dia Nacional de Tereza de Benguela

Em 1992, as mulheres negras organizaram o primeiro Encontro de Mulheres Negras Latinas e Caribenhas, em Santo Domingos na República Dominicana, onde discutiram sobre machismo, racismo e as formas de combatê-los. Do encontro, nasceu também o Dia da Mulher Negra Latina e Caribenha, lembrado todo 25 de julho, data que foi reconhecida pela ONU ainda em 1992.

No Brasil, desde 2014, comemora-se em 25 de julho o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra – em homenagem à líder quilombola que viveu no século XVIII e que foi morta em uma emboscada. Tereza resistiu durante duas décadas, comandando toda a estrutura econômica, administrativa e política do Quilombo, sendo fundamental para sobrevivência e manutenção da sociedade, ao lado do conselho formado para colaborar com as decisões e interesses de bem comum.

A “Rainha Tereza”, como ficou conhecida, devido sua coragem, resiliência e determinação, é um importante símbolo contra a escravização, racismo e a luta da mulher negra. Homenagear Tereza de Benguela no Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha tem o foco de reconhecer a história de luta e resistência das mulheres negras. Sua trajetória inspira gerações de mulheres a continuar lutando por seus direitos.

A história da organização das mulheres negras em defesa de seus interesses começa no século XIX, com a criação de associações e irmandades, e durante o século XX com a criação de organizações a partir de 1950, o ano em que é fundado o Conselho Nacional de Mulheres Negras no Rio de Janeiro.

O feminismo negro no Brasil, enquanto movimento social organizado, teve início na década de 1970 com o Movimento de Mulheres Negras (MMN), a partir da percepção de que faltava uma abordagem conjunta das pautas de gênero e raça pelos movimentos sociais da época.

Já as décadas de 80 e 90 foram marcadas pelo trabalho de pensadoras como Lélia Gonzalez e Sueli Carneiro, que em plena trajetória de redemocratização do país, contribuíram para a consolidação das pautas das mulheres negras por meio de suas atuações acadêmicas e políticas.

Assim como o Dia Internacional da Mulher, comemorado em 8 de março, o 25 de julho não tem como objetivo festejar: a ideia é fortalecer as organizações voltadas às mulheres negras e reforçar seus laços, trazendo maior visibilidade para sua luta e pressionando o poder público.

Existem diversas maneiras de se envolver, contribuir e apoiar a luta das mulheres negras, por igualdade, justiça, oportunidades e direitos, a exemplo de:

  • Participar de eventos como marchas e passeatas;
  • Apoiar iniciativas de empoderamento de mulheres negras;
  • Promover discussões sobre o tema, sobre os desafios enfrentados pelas mulheres negras;
  • Ler livros sobre o tema e de autoras negras;
  • Assistir documentários;
  • Seguir líderes e organizações negras nas redes sociais.

Referências: