
01 de fevereiro (de 1935): nascimento de Lélia Gonzalez
Lélia Gonzalez foi uma ativista e intelectual negra; denunciou o racismo e o sexismo como formas de violência que subalternizam as mulheres negras.
Nascida em Belo Horizonte, no dia 01 de fevereiro de 1935, mudou-se para o Rio de Janeiro onde graduou-se em História e Geografia, fez mestrado em Comunicação e doutorado em Antropologia Política. Atuou como professora em escolas de nível médio, faculdades e universidades.
Militante negra e feminista, atuou como desencadeadora das mais importantes propostas de atuação do Movimento Negro Brasileiro. Participou da criação do Instituto de Pesquisas das Culturas Negras (IPCN-RJ), do Movimento Negro Unificado (MNU) em nível nacional, do Nzinga Coletivo de Mulheres Negras-RJ, do Olodum-BA, dentre outros.
Lélia foi, sem dúvida, responsável pela introdução do debate sobre o racismo nas universidades brasileiras, além de ter entoado a palavra negra brasileira nos mais importantes fóruns internacionais de luta contra o racismo. Tornou-se referência, não só da luta negra como também da luta feminista no Brasil e no exterior.
Aqui estão algumas de suas principais obras e publicações sobre ela:
Lugar de negro (Marco Zero, 1982): Escrito por Lélia Gonzalez em parceria com o sociólogo argentino Carlos Hasenbalg (1942-2014). Na clássica obra, a pesquisadora aborda a história do movimento negro desde o golpe de 1964, incluindo a criação do Movimento Negro Unificado (MNU).
Festas populares no Brasil (Index, 1987): Escrito por Lélia Gonzalez a partir de imagens de diferentes fotógrafos. Foi a incursão da autora, que acompanhou os trabalhos de campo em festividades por todo o país, na antropologia.
Lélia Gonzalez (Selo Negro, 2010): Escrito por Alex Ratts e Flavia Rios. Biografia de Lélia Gonzalez conta a trajetória de vida da pensadora com uma abordagem sociológica e com dados históricos do movimento negro no Brasil. Faz parte da coleção “Retratos do Brasil Negro”, que já perfilou nomes como Sueli Carneiro e Abdias Nascimento (1914-2011).
Lélia Gonzalez – Primavera para as rosas negras (UPCA, 2018): Organizada pela União dos Coletivos Pan-Africanistas, esta coletânea independente foi a pioneira em recuperar os trabalhos da autora, em uma seleção abrangente que também inclui entrevistas. A introdução é da historiadora Raquel Barreto, especialista nas obras de Gonzalez e de Angela Davis.
Por um feminismo afro-latino-americano (Zahar, 2020): Organizado por Flavia Rios e Marcia Lima. Mais abrangente coletânea de textos de Lélia Gonzalez até agora, reúne ensaios acadêmicos, artigos para a grande imprensa e mídia alternativa, discursos e palestras internacionais elaborados pela autora de 1975 a 1994, além de entrevistas com ela.
Referências:
Lélia Gonzalez: A mulher que revolucionou o movimento negro — Fundação Cultural Palmares
Livros e textos de Lélia Gonzalez
Livros para conhecer mais sobre Lélia Gonzalez – Sindjus/RS –



